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Revisão documental, do TCC à licitação.

Revisão e conferência de documentos em quatro áreas:

Escopo, prazo e valor por escrito antes de começar. Sigilo e autoria preservados.

Perfil do LinkedIn: o que o recrutador lê primeiro

Veja o que o recrutador lê primeiro no perfil do LinkedIn e como escrever título, seção Sobre e experiências com fatos, com exemplo e checklist final.

Currículo e concursos

Perfil do LinkedIn: o que o recrutador lê primeiro

Antes de abrir o seu perfil, quem recruta vê só um cartão pequeno: foto, nome, uma linha de título e a localidade. É ali que se decide o clique. Este guia mostra o que aparece primeiro, como escrever o título e o começo da seção Sobre, e o que conferir para que o perfil diga o mesmo que o currículo.

Atualizado em outubro de 2026 11 minutos de leitura Perfil do LinkedIn
Cartão de perfil do LinkedIn com foto, nome, título e localidade em destaque, ao lado de uma lista de erros comuns

Muita gente trata o LinkedIn como um currículo guardado na internet: preenche uma vez, copia os cargos e esquece. Só que o perfil não é lido como um currículo. Ele é encontrado em uma lista, entre muitos outros, e quase tudo o que você escreveu fica escondido até alguém decidir clicar.

Este texto segue essa ordem de leitura: primeiro o que aparece na lista, depois o topo do perfil, e só então o restante. Não trazemos estatísticas de recrutamento nem promessas sobre o algoritmo da plataforma, que não é público. O que dá para fazer é cuidar do que está à vista.

O que aparece antes do clique

Quando alguém busca um profissional no LinkedIn, o resultado vem em forma de lista. Cada pessoa ocupa um cartão com poucos elementos, e o mesmo conjunto se repete no topo do perfil, nos comentários e nas sugestões de conexão.

Foto
Recente, com o rosto visível e bem iluminado, fundo simples e só você na imagem. Em tamanho pequeno, foto de corpo inteiro ou de grupo vira um borrão.
Nome
O nome profissional, igual ao do currículo. Cargo, título acadêmico, telefone e símbolos não pertencem a esse campo e atrapalham quem procura você pelo nome.
Título
A linha logo abaixo do nome. É o único texto seu que acompanha o cartão em toda a plataforma e, por isso, o campo mais importante do perfil.
Localidade
A cidade ou região onde você trabalha ou quer trabalhar. Localidade antiga, de onde você já saiu, confunde quem procura profissionais na cidade atual.

Faça o teste: mostre só o topo do seu perfil, no celular, a alguém de fora da sua área e pergunte o que você faz. Se a resposta depender de rolar a tela, o cartão ainda não cumpre o papel.

Como escrever o título

Se você nunca editou o título, é provável que ele repita o cargo e o nome da empresa atual. Isso informa onde você está, mas não o que você sabe fazer.

Uma estrutura que funciona na maior parte dos casos tem três partes, separadas por uma barra vertical ou por vírgulas:

  • Cargo ou função, com o nome que o mercado usa. Se a sua empresa chama o cargo de "Analista II", escreva o que o analista analisa.
  • Especialidade, ou seja, as duas ou três coisas em que você é mais forte: uma atividade, um método, uma ferramenta.
  • Contexto, que pode ser o setor, o porte ou o tipo de cliente em que essa experiência foi construída.

Use as palavras que alguém digitaria para encontrar um profissional como você. Adjetivos como "proativo" e "dinâmico" ocupam espaço e não descrevem nada que se possa conferir.

AntesAnalista administrativo na Empresa Alfa | Em busca de novos desafios | Proativa e dedicada
DepoisAnalista de compras | Negociação com fornecedores e gestão de contratos | Indústria de alimentos

O exemplo é fictício. Na segunda versão, quem lê o cartão entende função, especialidade e setor sem abrir o perfil.

Sobre o tamanho. O título tem limite de caracteres, e vale o que o editor do perfil mostrar quando você escreve. Como as listas costumam cortar o fim da linha em telas pequenas, a regra prática é outra: o essencial vai no começo.

A seção Sobre: o que cabe antes do "ver mais"

A seção Sobre aceita um texto longo, mas o perfil só exibe o começo. O restante fica atrás de um "ver mais". A quantidade de texto visível muda conforme a tela, então não adianta mirar em um número exato de caracteres: trate as duas primeiras frases como se fossem o texto inteiro.

Um roteiro simples, em primeira pessoa:

Primeiras frases
Quem você é profissionalmente, há quanto tempo e em que contexto. É o trecho que aparece sem clique.
O que você faz
As atividades principais, em linguagem direta, com os termos da sua área.
Dois ou três fatos
Entregas concretas, com número quando houver e quando puder ser divulgado.
O que procura
Tipo de posição, área e localidade ou regime de trabalho, se você estiver em busca.
Como falar com você
O canal que você de fato acompanha. Evite publicar telefone pessoal e endereço em texto aberto.
AntesSou uma profissional dinâmica, proativa e apaixonada por desafios, com ampla experiência em diversas áreas. Busco uma oportunidade para crescer e contribuir com os resultados da empresa.
DepoisAnalista de compras com oito anos na indústria de alimentos. Negocio contratos de matéria-prima e embalagens e acompanho o desempenho de fornecedores. No último ano, conduzi a revisão de 40 contratos e a troca do sistema de cotação da área. Procuro posições em compras ou suprimentos, em Goiânia ou em regime remoto.

Também é um exemplo fictício. O texto de antes serviria para qualquer pessoa de qualquer profissão. O de depois só serve para uma.

Experiências com fatos e resultados

Quem chega às experiências já decidiu ler. Aqui o erro mais comum é copiar a descrição do cargo, que vale para todos os que ocuparam a mesma cadeira. O que interessa é o que você fez nela.

Para cada experiência, três a cinco linhas bastam. Uma forma de montar cada linha:

  • Verbo de ação no passado: implantei, negociei, organizei, reduzi, treinei.
  • O que foi feito, com o nome correto do processo, do documento ou do sistema.
  • Escala: quantas pessoas, contratos, unidades, atendimentos, páginas.
  • Resultado, quando houver um que se possa afirmar com segurança.

Um exemplo fictício: "Responsável pelo setor de compras" vira "Negociei 40 contratos de fornecimento por ano e implantei a rotina de avaliação trimestral de fornecedores".

Número só o verdadeiro, e só o que pode ser público. Não arredonde para cima nem estime resultado que você não consegue sustentar em uma entrevista. E confira o que o seu contrato, o seu empregador ou o seu órgão permitem divulgar: faturamento, nomes de clientes e dados internos costumam ser sigilosos.

Cargo, empresa e período devem estar preenchidos em todas as experiências. Promoções na mesma empresa ficam mais claras como cargos separados, cada um com o seu período.

Competências e endereço personalizado

Competências

A lista de competências não é um inventário de tudo o que você já fez. Escolha as que correspondem à posição que você quer, com o nome que aparece nos anúncios de vaga da sua área, e deixe as mais relevantes no topo. Toda competência listada deve ter lastro em alguma experiência, curso ou projeto do próprio perfil.

Endereço personalizado

O LinkedIn cria para cada perfil um endereço com o nome seguido de uma sequência de letras e números. Esse endereço pode ser trocado por um mais limpo, como linkedin.com/in/nome-sobrenome, nas configurações do perfil público. O tamanho e os caracteres aceitos são os que a própria tela de edição indicar: em geral, basta o nome, sem espaços, acentos ou símbolos.

É esse endereço que vai no currículo e na assinatura de e-mail. Se o seu nome já estiver em uso, acrescente a área de atuação ou a cidade, não uma data de nascimento.

Coerência com o currículo

Quem recebe o seu currículo costuma abrir o seu perfil. Os dois não precisam ter o mesmo texto, mas precisam contar a mesma história. Confira lado a lado:

  • nomes dos cargos e das empresas;
  • mês e ano de início e de fim de cada experiência;
  • formação, com o nome do curso e o ano de conclusão;
  • certificações e idiomas, com o mesmo nível declarado.

Divergência de data ou de cargo quase sempre é perfil desatualizado. Mas quem lê não tem como saber, e a dúvida fica.

O perfil também não substitui o currículo. O arquivo em PDF que a plataforma gera a partir do perfil não foi pensado para uma vaga específica, como explicamos em currículo baixado no LinkedIn: o que significa de verdade. Para a candidatura em si, a carta de apresentação e o e-mail de candidatura cumprem um papel que o perfil não cumpre.

Erros comuns

Título só com o cargo"Analista na Empresa Alfa" não diz a área nem a especialidade. Quem não conhece a empresa não entende o que você faz.
Título de quem pede"Em busca de recolocação" como texto único gasta a linha mais vista do perfil sem informar a função que você exerce.
Sobre feito de adjetivosQualidades declaradas não se conferem. Um fato com data e número diz mais do que três adjetivos.
Experiência sem descriçãoSó cargo e datas. O leitor fica com o nome da função e nenhuma ideia do que foi entregue.
Perfil parado no tempoCargo atual que já não é o atual, localidade antiga, foto de muitos anos atrás.
Erros de portuguêsNo título e nas primeiras linhas do Sobre, um erro de digitação aparece para todos os que veem o cartão.

Checklist do perfil

  • A foto é recente, mostra o rosto e continua legível em tamanho pequeno.
  • O campo de nome traz só o nome, igual ao do currículo.
  • O título diz função, especialidade e contexto, com o essencial no começo.
  • A localidade é a atual ou a da região em que você quer trabalhar.
  • As duas primeiras frases do Sobre dizem quem você é e o que faz, sem depender do "ver mais".
  • Cada experiência tem de três a cinco linhas com verbo, escala e resultado.
  • As competências do topo são as da posição que você procura.
  • O endereço do perfil foi personalizado e está no currículo.
  • Cargos, datas e formação são os mesmos do currículo.

Dúvidas frequentes

O título precisa ser igual ao meu cargo atual?

Não. O cargo fica registrado na seção de experiências. O título é um campo livre e pode descrever a sua função e a sua especialidade com as palavras que o mercado usa, mesmo que o nome oficial do cargo seja outro. Só não vale afirmar o que você não é.

Estou sem emprego. Devo dizer isso no título?

Você pode indicar que está disponível, mas no fim da linha, depois da função e da especialidade. Quem busca um profissional procura pela função.

Qual é o tamanho ideal da seção Sobre?

Não conhecemos tamanho oficial recomendado. Só o começo aparece sem clique, e três a cinco parágrafos curtos costumam dar conta do roteiro descrito aqui. O limite máximo do campo é o que o editor do perfil indicar.

Posso copiar o texto do currículo para o perfil?

Os fatos devem ser os mesmos; o texto não precisa ser. O currículo é ajustado a uma vaga e tem espaço contado. O perfil pode trazer um pouco mais de explicação, em primeira pessoa.

Preciso preencher todas as seções?

Não. Foto, título, localidade, Sobre, experiências, formação e competências formam a base. As demais seções, como certificações, idiomas e publicações, entram quando houver conteúdo real.

Vocês garantem que recrutadores vão me procurar?

Não. A revisão trabalha a clareza, a correção e a coerência do perfil a partir das informações que você fornece, sem inventar cargos, datas ou resultados. Ser encontrado, chamado para entrevista ou contratado depende da plataforma, das vagas e de quem recruta.

Quando vale uma revisão externa

Escrever sobre si mesmo é difícil por um motivo simples: você sabe demais. O que parece óbvio para você, como o que a sua área faz ou por que aquele projeto foi importante, acaba não escrito em lugar nenhum. Um leitor de fora percebe a lacuna na primeira leitura.

O serviço de revisão e reescrita de perfil do LinkedIn faz essa leitura: título, Sobre, experiências e competências, conferidos com o currículo e com o tipo de posição que você procura. A entrega é um documento, seção por seção, para você colar no perfil: a conta e a senha continuam só com você. Quando o currículo também precisa de ajuste, há a revisão de currículo, LinkedIn e Lattes, e, para a etapa seguinte, o roteiro de preparação para entrevista de emprego.

Faça agora, no app

Já tem o documento? Envie para a análise digital: o relatório sai no app, com o que atende, o que ajustar e como, sem orçamento.

Quer uma leitura do seu perfil antes de se candidatar?

Envie o endereço do perfil e, se tiver, o currículo atual. A análise indica o que será revisado, o prazo e o valor por escrito. Não tem custo e não gera contratação.

Conteúdo informativo, elaborado a partir do funcionamento geral do perfil do LinkedIn, observado em outubro de 2026. Os limites de caracteres do título, da seção Sobre e do endereço personalizado não são citados de propósito: valem os que o editor do perfil mostrar. A plataforma muda com frequência, e nomes de seções, limites e a aparência do cartão podem estar diferentes quando você ler este texto. Os exemplos são fictícios. Este texto não garante visibilidade, contato de recrutadores, entrevista nem contratação.